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Reforma da previdência: 22% é um absurdo, em minha opinião quem deve pagar o rombo são os mais pobres

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A atitude proposta por Robin Hood é questionável, porra! Eu, o Estado, sempre fiz diferente.

Na minha concepção o pobre deve ter direito sim. Direito de ser explorado conjugado com o de ficar calado e somado ao de contribuir comigo enquanto me travisto de bom moço que procura defender a classe menos favorecida de todos os males do universo.

Refleti e transcrevi uma frase em um momento de utopia. “Todo poder emana do povo”, lindo não? Coloco a linda poesia dentro do bojo constitucional para que você pense ser dono de algo, mas a realidade é que nem da sua vida é.

PROPRIETÁRIO ÉS DA MORTE

Nela, contudo, estou ausente. Não lembrarei que devo exercer o cuidado no saneamento básico e muito menos na atenção básica da saúde.

Quando vier a necessitar do meu atendimento colocarei um dispositivo para que seja maltratado legalmente enquanto é atendido. Se revoltará? talvez. Porém, mesmo assim não pode questionar! É desacato a funcionário público que chama né?

Nos meus sonhos é claro que me lembro de você, no lapso temporal em que me contribui com a sua grana provinda do seu suor dias a pleno sol. Necessito dela no meu egocentrista anseio de manter meu precioso leite materno aos apadrinhados e amigos do coração, eles sim estão famintos.

Quando surgir a ideia de afetá-los, gritá-lo-ei: “Indolentes! se revoltaram comigo”, relembrarei, “Eu os criei e eu os mantenho, não desgarrem dos meus princípios como ovelhas sem pastor”.

Junto aos meus fiéis escudeiros, que comandam a nação, farei revolução. “22% na reforma da previdência é um absurdo”, direi. Contudo, se os desgarrados aprovarem tal medida subirei as escadas dos supremos sacerdotes ou suprema corte. Relembrarei, portanto. “Eu os criei e eu os mantenho, não desgarrem dos meus princípios como ovelhas sem pastor”.

Assina: Renan Barbosa
Foto : Cristiano Mariz/VEJA

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