Cotidiano

A era da desinformação

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Como deturparam o conceito da Internet

Logo na sua concepção a Internet tinha o intuito de informar, seja conectando pessoas ou posteriormente com notícias, artigos e mensagens explicativas. Tal conceito, embora permaneça com grandes níveis de escassez, perdeu o seu lugar para a era da desinformação.

Alguns “especialistas” publicam conteúdos que rapidamente são compartilhados por inúmeros interlocutores, esses por sua vez além de surfar na ignorância se sentem oprimidos por eventuais contestações.

Em um desses vídeos um “profissional” informa que não devemos manter o ar condicionado ligado na temperatura mínima (16 ou 17 graus). Neste caso estaríamos apenas forçando o compressor, sendo que a temperatura ambiente nunca chegará ao nível desejado. Para a demonstração fática o sujeito não se baseia na medição do clima no local, apenas se apoia em achismos e ilações chegando a contestar, inclusive, o projeto desenvolvido por anos de pesquisa na engenharia. No exato momento da publicação da matéria, a desinformação em forma de vídeo contava com cerca de 130 mil compartilhamentos.

De outro lado quando especialistas publicam conteúdo agregador, que demonstram o pleno conhecimento técnico as visualizações não alcançam sequer um público mínimo. Portanto deduz-se que para viralizar ou alcançar a grande massa o conteúdo deve ser ofensivo ou falacioso.

Charles Caleb Colton define que “A má informação é mais desesperadora que a não-informação”, porém a humanidade parece não ter, até o momento, entendido o seu recado.

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