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O bom dinossauro: se surpreendendo com o inimaginável.

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Os filmes nos proporcionam lições que são abandonadas no dia a dia. A nossa vida é baseada em compromissos e correrias em geral que fazem com que esqueçamos de sermos humanos. A robotização humana nos torna refém de padrões sem que tenhamos empatia pelo próximo.

Ao assistir o filme O bom dinossauro podemos perceber vários comportamentos e sentimentos que podem e devem ser reavivados em nossa sociedade. São eles: a compaixão, o perdão, a lealdade e o amor.

A LEALDADE

A lealdade é demonstrada no momento em que a criatura, apesar de todos os sentimentos de mágoa e culpa voltadas para ela, se demonstra fiel ao dinossauro, proporcionando condições adequadas para que o instinto de sobrevivência do réptil renasça.

Em outro momento a criatura salva a vida do dinossauro quando ele se vê encurralado por uma serpente, sendo que o resgatado não enxerga tanta importância na atitude.

Outro ponto que faz referência a lealdade é quando um dinossauro, da espécie triceraptos, questiona Arlo sobre o porquê da criatura ter o protegido. Neste diálogo Arlo relembra da importância que a atitude da criatura exerceu em sua vida.

A COMPAIXÃO

O convívio entre Arlo e Spock faz florescer a história pessoal de cada um e nessa cumplicidade o dinossauro fala de sua família com representações através de galhos no chão. No momento em que Arlo demonstra a morte do pai a criatura se compadece do réptil fazendo carinho nele.

O PERDÃO

Na visão de Arlo a criatura era responsável pela morte do seu pai. No decorrer do convívio o dinossauro o perdoa sem ao menos notar e um exemplo disso é quando fala em uma conversa imaginária com o seu pai que Spock não era o culpado de sua morte.

A partir dessa conversa Arlo se revigora, entendo que deveria se manter forte perdoando a si e seu companheiro de caminhada.

O AMOR

O amor está presente em diversas cenas, sendo que é ressaltado a cumplicidade e o respeito a instituição familiar.

O ponto alto do filme é o reconhecimento do amor na diversidade, sendo que mesmo tão diferentes os dois sentiam-se completos para permanecerem lutando juntos.

No final do filme há a separação entre Arlo e Spock pois a criatura encontra a sua própria espécie (humanos). O amor do dinossauro é tão generoso que ele entende a necessidade de abrir mão de sua presença ao lado dela para que o mesmo pudesse viver e ter experiências com a sua própria espécie.

Texto: Pâmela Cavalcanti – Foto: divulgação

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